quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bernardo agora diz não lembrar se usou avião privado

Entre as muitas serventias da memória, uma é especialmente últil. Ela serve para que certas pessoas esqueçam coisas incertas.
Tome-se o caso do ministro Paulo Bernardo. Acusam-no de ter voado em avião da Sanches Triploloni, empreiteira com interesses no PAC.
Na semana passada, ouvido na Câmara, Bernardo disse: “não posso descartar” a hipótese de ter voado. Vai que aparece uma foto!Nesta quarta (31), no Senado, Bernardo soou diferente. Sua memória revelou-se prodigiosa em relação à campanha eleitoral da mulher:
“Esse avião não foi usado na campanha da Gleisi [Hoffmann].”
A lembrança volta a obscurecer quando o ministro fala de si próprio: “Eu não me recordo de ter andado nesse avião.”
A memória, não há dúvida, é relapsa e traiçoeira. Pior: por vezes, é também seletiva.

Fonte - Blog da Joice.

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